Aspectos Endoscópicos da Úlcera Gástrica

A principal preocupação do médico endoscopista ao examinar uma lesão ulcerada gástrica é fazer a diferenciação entre lesão benigna e maligna, o que pode ser otimizado com o conhecimento de características endoscópicas de ambas.

Todas as paredes devem ser examinadas, aspirando-se todo o conteúdo líquido de sua luz, avaliando-se a expansibilidade das paredes e a forma.

Quanto à localização, as lesões podem ser classificadas em 3 tipos:

Tipo I, junto ou acima da incisura, tipo II, mesma localização, porém associadas à presença de úlcera duodenal, e tipo III, localização pré-pilórica.

Em geral, as lesões pépticas têm forma alongada ou arredondada, bordas bem definidas, podendo ser planas ou pouco elevadas. O fundo pode estar recoberto por fibrina e, durante a cicatrização, por tecido avermelhado de granulação e estrias hiperêmicas perpendiculares à borda da úlcera.

Em lesões malignas, o achado de áreas irregulares ao redor da úlcera, fundo com necrose ou áreas de irregularidades elevadas ou deprimidas devem chamar a atenção do examinador.

Outra característica importante é a aparência das pregas mucosas adjacentes à úlcera. As úlceras benignas exibem pregas regulares, convergentes, sem alterações de tamanho, sem afilamentos ou espessamentos abruptos.

Na neoplasia, podem ser encontradas variações como fusão de pregas, amputações, espessamento tipo “baqueta de tambor”, afilamento em “ponta de lápis”, sendo estes achados mais freqüentes quanto mais profunda a ulceração.

Quanto ao número, as lesões podem ser múltiplas, principalmente por ocasião do aparecimento agudo e associadas às ingestão de drogas antiinflamatórias. Nos linfomas gástricos, não é incomum o achado de várias lesões ulceradas, porém com importante alteração da mucosa adjacente.

Fonte: Hospital das Clínicas

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